Outras informações e dicas para criação de alevinos

15/01/2014 14:43

OUTRAS INFORMAÇÕES ADICIONAIS

- 300 a 400 marrecos tratam de 1 ha de tanque.

- 1 suíno trata de 100 m2 de água.

- Convém lembrar que o esterco de gado e os adubos químicos favorecem principalmente o desenvolvimento do fitoplancton enquanto os estercos de aves e suínos promovem um maior desenvolvimento inicial do zooplancton. A cor da água pode ser um bom indicador do plancton.

Cor verde - pardacento = muito fito e zooplancton.

Cor verde - clara = muito fito e pouco zooplancton.

Cor pardacenta = muito zoo e pouco fitoplancton.

- Do povoamento dos viveiros até que a biomassa atinja 1000/kg/ha o cultivo pode ser feito exclusivamente com o uso de esterco.

- Quando a biomassa atinge 1000 kg , inicia-se a alimentação suplementar com milho, na base de 3 a 5 % do peso vivo da biomassa por dia.

- Quando a biomassa atinge 3000 kg/ha suspende-se o milho e inicia-se o uso de ração balanceada com 25 a 30% de proteína bruta, o qual perdurará até uma biomassa final de 5 ou 6 ton/ha. Nesta ocasião é feita a despesca.



PARTE V

DICAS E MACETES PRÁTICOS

1. Peixe BEBENDO AR na superfície da água pela manhã:

= Significa que o tanque está com pouco oxigênio.

- Suspender a adubação e a alimentação até normalizar a situação, renovando também 50% da água do tanque.

2. Para se saber se a água está com nível satisfatório de transparência:

- Enfiar a mão até o cotovelo dentro da água. Se você continuar a ver nitidamente a mão é sinal que a qualidade da água está boa, não atingiu um índice de saturação perigoso para os peixes.

3. Retirar sempre dos tanques toda a vegetação existente; seja emersa, submersa, fixa na margem ou flutuante. A vegetação corta a incidência da luz solar dentro do tanque, atrapalhando a produção do plancton, além de também consumir boa parte da adubação do tanque.

4. Quando a adubação dos tanques for MISTA, ou seja, composta de estrume e adubo químico, deve-se dosar as aplicações em torno de 50% do que foi indicado nas tabelas.

5. Alimentar os peixes diariamente, na mesma hora, emitindo um mesmo sinal que pode ser um assovio, um bater de palmas, ou bater na vasilha ou em madeira. Os peixes assim acostumados se reunem mais facilmente para a pesca com anzol ou tarrafa num mesmo local.

6. ALIMENTAÇÃO DE LARVAS: Na fase de larva, independente da espécie, devemos introduzir no tanque uma alimentação mais proteíca. Recomendamos o uso da gema de um ovo, cozida seca e pulverizada. Um ovo trata de 5000 larvas por dia.

7. USO DO AGUA - PÉ : Nunca deixar que ele se espalhe num tanque ou açude mais que 5% da área total deste tanque, pois ele retira a adubação e consome grande parte do oxigênio.

8. TRANSPORTE DE PEIXES: À pequena distância por mais ou menos uma hora:

- Transportar em latão de leite de 50 litros. Dentro colocar 2 tijolos ou 3 lajotas. Os furos dos tijolos liberam oxigênio por mais ou menos uma hora.

9. DOENÇAS: Se observarmos pequenos pontos brancos localizados por todo o corpo ou manchas brancas semelhante a algodão localizados na pele, brônquios, boca, nadadeiras, olhos, etc, apresentando movimentos desordenados, separamos os peixes que apresentam estes sintomas em outro tanque e utilize uma das seguintes substâncias nas proporções abaixo:

- Azul de metileno a 1%: 10 ml para 451 t de água, por um período de 60 minutos.

- Permanganato de potássio: 1gr para 100 tl de água por um período de 60 a 90 minutos.

- Cloreto de sódio (Sal de cozinha): 10 gr por 1t de água por 10 minutos.

Após este tratamento dos peixes doentes, desinfetar os tanques ou viveiros da seguinte forma: esvaziar e expor os tanques ao sol, para desinfetá-los com cal virgem, enchê-los depois de algumas horas, deixando por 15 dias, e, finalmente esvaziá-los e substituir a água por outra limpa, recolocando-se os peixes no viveiro.



DOENÇAS PARASITÁRIAS:

É comum confundir morte provocada por baixa concentração de oxigênio na água com morte provocada por deficiência respiratória induzida por um grande número de parasitas nas branquias (monoglinideos). Tratar os peixes afetados com cloreto de sódio ou azul de metilano, como descrito acima.




 

 


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